
O primeiro experimento da tem mas acabou culminou na criação da demo de “coisas verdes e frescas” , em meados de 2023, produzida integralmente no celular. No ano seguinte, com os singles “Caxiri” e “Mateus Aleluia” nas costas, o trio preparava o terreno para que surgisse “Quintal” , álbum de estréia, embebido em referências que vão do rock psicodélico aos ritmos brasileiros, com pitadas de shoegaze. Composições caseiras espontâneas e camisas pintadas à mão manifestam a influência da cultura d.i.y sobre o processo criativo da banda, carregando nos ouvidos – e no peito – os ecos de artistas como Boogarins, Jorgen Ben Jor, Itamar Assumpção, Os Mutantes e Pixies. “Quintal” fala de cotidiano, simplicidade, sonhos e experimentações. É um laboratório sonoro despretensioso que inventa, bagunça, monta e distorce suas criações na medida em que o grupo se conecta e descobre o próprio som. Faixas como “Minhoca” ou “Rua das Mercês” transmitem um registro sincero e lúdico de vivências que se transfiguram em canções – um deslocamento de ônibus, um passeio ao cinema, muitos goles de cerveja, improvisos noturnos, uma rua familiar… O contraste entre o cenário caótico do asfalto e a calmaria do meio do mato cria uma atmosfera instigante e curiosa, onde tudo é bem-vindo…
Fonte: hominiscanidae.org