Mr. Bomba – De Ponta a Ponta
Lançamento
2011
Lançado em 2001, ‘O Lado B do Hip-Hop’ Ă© o primeiro ĂĄlbum do grupo paulista SP Funk. O disco se destaca por apresentar um lado menos explorado da cena hip-hop, fugindo do mainstream e valorizando artistas e sonoridades alternativas. A obra conta com colaboraçÔes de peso, como ThaĂde e DJ Hum, Sabotage, ZâĂĄfrica Brasil e RZO, enriquecendo a experiĂȘncia musical. Uma oportunidade de conhecer um trabalho fundamental para entender a diversidade do rap nacional. Explore as rimas e batidas que definem o estilo do SP Funk e mergulhe em um universo sonoro autĂȘntico e inovador. Descubra a riqueza musical presente em ‘O Lado B do Hip-Hop’ e amplie seus horizontes no mundo do hip-hop brasileiro.

2011

2002
SP FUNK â TĂĄ pra NĂłiz
Com 13 anos de estrada, grupo lança disco e propÔe cena menos violenta e mais consciente, com rap de qualidade feito primordialmente para dançar e se divertir.
ApĂłs ser apadrinhado por ThaĂde e DJ Hum em 1997 na coletĂąnea Rima Forte (Brava Gente/ Trama), lançar o primeiro disco com participaçÔes de Sabotage, ZâĂĄfrica Brasil e RZO em 2001 e dividir palco com grupos como Delinquent Habits, Ja Rule e Snoop Dogg ao longo da estrada, o SP FUNK corre agora com o segundo disco, TĂĄ Pra NĂłiz, lançado independente no final de 2006. Sem abrir mĂŁo das raĂzes do hip hop, o ĂĄlbum investe em ritmos brasileiros e no groove de metais originĂĄrios do funk, o que reforça a originalidade e a qualidade musical da banda. O disco, que conta com artistas convidados como Negra Li, Mr. Catra e Lino Crizz, jĂĄ teve mais de 5 mil copias vendidas sem qualquer divulgação. De acordo com Mr. Bomba, produtor musical e linha de frente do SP FUNK, o que importa Ă© fazer barulho sem o discurso panfletĂĄrio que compĂ”e o esqueleto do rap nacional, mas diversificar o conteĂșdo para enriquecer alĂ©m do repertorio musical, o da vida. Junto aos parceiros Fresh, Maionese e DJ QAP, senhor Bomba encabeça um dos mais poderosos grupos do rap brasileiro e alimenta a cena hĂĄ 15 anos com rimas fortes e batidas pesadas que interagem com mĂșsica brasileira, jazz, funk, soul e rock. Entretanto, a estrada trilhada pelo SP FUNK tambĂ©m e de luta por uma cena menos violenta e mais consciente, com rap de qualidade feito primordialmente pra dançar e se divertir. O SP FUNK foi formado originalmente em 1995, quando Primo Preto e Mr. Bomba se uniram pra fazer outro estilo de rap dentro do movimento, isso e, rap pra festa. Quando Primo deixou o projeto para seguir estrada como VJ da MTV, o grupo jĂĄ contava com Maionezi como vocal de apoio em alguns shows e Mr. Bomba chamou Fresh, que jĂĄ era DJ e MC do grupo M.R.N. AlĂ©m dele, DJ Negralha entrou pra banda e ficou atĂ© ser contratado pelo Rappa. Depois de um tempo sem Disc-Jockey, o grupo convidou QAP, que tocava em outro grupo, mas aceitou cair na estrada com o SP FUNK.
Em meados de 1997, DJ Hum presenciou um bombardeio sonoro do SP FUNK no Rio de Janeiro, quando decidiu assinar o grupo e integrar a faixa FĂșria de TitĂŁs em sua coletĂąnea Rima Forte (Brava Gente/Trama). Sucesso total.
O primeiro disco, Lado B do Hip-Hop, saiu em 2001 com participaçÔes de ThaĂde e Hum, ZâĂfrica Brasil, Sabotage e RZO e impulsionou a ascensĂŁo do rap nacional ao lado de Xis, que no mesmo ano lançava Os Mano e as Mina e Rappin Hood, que assinou o primeiro disco com a Trama na mesma Ă©poca.
Ao longo da estrada, o SP FUNK criou vĂnculos e dividiu palco com parceiros como KL Jay, PavilhĂŁo 9, Seu Jorge, ChorĂŁo, Sabotage, Zegon, alem dos gringos do Delinquent Habits, Naughty by Nature, Wyclef Jean, Raekwon (Wu Tang Clan), Ja Rule, Snoop Dogg, entre outros.
No entanto, na contramĂŁo do tempo, o discurso impetuoso dos grupos de rap gangsta dominou a cena com episĂłdios de violĂȘncia em festas de rap nas periferias, que foram praticamente estagnadas pelo medo e o movimento enfraqueceu. De acordo com Mr. Bomba, uma das saĂdas seria a contemplação de rappers e MCs que nutrem discursos nĂŁo-violentos. âO crime alastrou na sociedade, estĂĄ cada vez alistando mais gente na rua, recrutando mais moleque novo e eles escutam o quĂȘ? Escutam rap. VĂŁo aonde, vĂŁo em show de rap. AĂ tem acertos de conta, treta, tiro… EpisĂłdios como a morte do Sabotage. Temos que valorizar um pessoal mais da paz.â
Diante de tantos problemas, o SP FUNK retorna com o segundo ĂĄlbum TĂĄ Pra NĂłiz, lançado no final de 2006, em que propĂ”e o rap como cultura urbana, adaptado Ă musica brasileira, ao samba e ao cultivo da paz no Brasil. Com participaçÔes de Negra Li, Mr. Catra, Lino Crizz, alem do baixista JJ (Jorge Benjor) e do guitarrista Tadeu dias (Simoninha), o disco conta com o groove de metais originĂĄrios do funk sem abrir mĂŁo das raizes do hip-hop: os scratchs, as colagens e as batidas graves, que toam pra mexer o esqueleto e nĂŁo pra ficar de braços cruzados e com cara de mal, porque segundo o prĂłprio Mister Bomba âmĂșsica nĂŁo serve pra isso, as pessoas precisam se divertirâ.





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