Renê Freire & Thelmo Cristovam – C-Agardh
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Lançamento
2020
É difícil definir “Átrio”, segundo disco do pernambucano Renê Freire (o primeiro foi “Nevroses”, de 2020). A gente coça pra cravar “música clássica”, como se isso quisesse dizer alguma coisa, a não ser que as notas foram compostas e executadas séculos atrás. Não é o caso de Freire. O piano nos ilude e nos leva a essa impressão, mas “Atrio” parece mais “moderno” (assim, entre aspas, pois é difícil definir uma “música moderna”), com piano como ferramenta. Desde o início, com “Myosotis”, há uma certa lista de referências, que incluem ginga, trilha sonora, e “música clássica”. Parece mais um exercício e, de acordo com o comunicado à imprensa, é isso mesmo: “guiado pela exploração da composição como exercício criativo, musical e estético, o trabalho ganhou corpo quando o músico transformou suas composições e improvisos em diálogos diretos com suas questões de saúde mental – mesmo se tratando de faixas instrumentais. O piano ganha ares experimentais com intervenções eletrônicas. Não por acaso, ‘Átrio’ recebeu o nome das câmaras presentes nos dois lados do coração”… Continue Lendo no Flogase
2020
2020