Inocentes – Queima! EP
Lançamento
2022
O álbum “Pânico em SP”, da banda Inocentes, é descrito como um clássico do punk rock nacional. A resenha pessoal evoca memórias de uma época, entre 2007 e 2008, em que o disco era constantemente ouvido, marcando uma fase de envolvimento com a cena punk. A faixa ‘Rotina’ é apontada como uma das prediletas, representando a energia e a atitude do álbum. A obra é recomendada para quem busca conhecer um dos pilares do punk/hardcore brasileiro, com letras que retratam a atmosfera de São Paulo na década de 80. A resenha destaca a importância do álbum como um marco na história do rock nacional, convidando o leitor a revisitar ou descobrir essa obra icônica.

2022

2019

1983
Na década de 80, a cena músical paulista assistia a um movimento cultural fortemente influenciado pela ressaca da ditadura. A face extrema desse norte eram as bandas com postura desafiadora e olhar punk – apesar do rótulo hoje ferir tanto aos puristas quanto aos inovadores.
Circulando pela noite paulista, em casas como Madame Satã, Carbono 14 e Espaço Retrô, e no ABC, região no Estado famosa pelos movimentos trabalhistas, vários grupos mostravam um som cru, afastados dos cosméticos tão facilmente audíveis atualmente. Os Inocentes faziam parte desse meio, e nasceram da união de duas bandas da periferia de São Paulo, o Condutores de Cadáveres e o Restos de Nada. O marco inaugural em vinil do punk brasileiro, a coletânea Grito Suburbano, trazia os Inocentes com dois outros ícones da época, o Olho Seco e o Coléra.
Há 6 anos com a mesma formação – e 20 de Gibsons plugadas em Marshalls -, os Inocentes têm Clemente na voz e guitarra, uma figura já parte da história do punk rock brasileiro, Anselmo no baixo, Ronaldo na outra guitarra, e Nonô na bateria. A nova casa Músical do grupo é a Abril Music, que editou os dois mais recentes CDs dos Inocentes, Embalado a Vácuo, de 1999, e O Barulho dos Inocentes, do ano passado. Ao todo, foram 10 álbuns, alguns por grandes gravadoras, como a Warner, e dirigidos por midas da atualidade, como Liminha (Pânico em SP, de 1986, Adeus Carne, de 1987, Inocentes, de 1989). Até mesmo o Barão Vermelho Roberto Frejat já manejou os faders da mesa de som para o grupo, na produção do disco Inocentes, de 1989.





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